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Archive for the ‘Hidrelétricas no RS’ Category

por MAB
 

(foto: MAB)

Mais de mil pessoas, entre atingidos, comerciantes, pescadores, agricultores e população em geral participaram nesta quarta-feira (02), em Itapiranga (SC), da Audiência Pública convocada pela Justiça Federal, pelo Ex-Juiz Federal, Marcio Jonas Engelman, de São Miguel do Oeste (SC), Ministério Público Federal e IBAMA, para discutir sobre a Ação Civil Pública do MPF (nº 5002025-30.2012.404.7210/SC), que suspende há mais de dois anos o processo do licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Itapiranga, localizada no rio Uruguai.

O objetivo foi ouvir a sociedade, entidades, prefeitos, vereadores, comerciantes, lideranças religiosas, sindicais e movimentos sociais sobre a posição frente à construção da barragem prevista há mais de 30 anos, da qual o MAB e demais organizações resistem contrariamente.

As mais de 20 intervenções e questionamentos foram por unanimidade contra o projeto e o pedido do cancelamento definitivo da barragem de Itapiranga e demais hidrelétricas previstas nos rio Uruguai.

O prefeito Lenoir da Rocha, de Mondaí (SC), que representou os 07 municípios ameaçados, enfatizou em sua fala que todos os prefeitos são contra a barragem e que sua construção ameaça a economia da região. “Por ano, a região gira um valor de 260 milhões de reais nas mais de 30 comunidades. Em contrapartida, os royaties, que provem da compensação financeira, são apenas 5,6 milhões de reais por ano a ser recebido pelos municípios, isto é irrisório comparando com as perdas do movimento econômico”, afirmou Rocha.

Um dos encaminhamentos da Audiência é que todos os depoimentos serão colocados nos autos do processo da Ação Civil Pública que está em tramitação na justiça federal para tomada da decisão futura.

O MAB também reafirmou a posição contrária a barragem de Itapiranga e a favor da construção de um projeto popular de desenvolvimento sem barragem. Além disso, apontou que as barragens no atual modelo energético são construídas para a exploração dos rios por grupos e empresas privadas para apenas transformar a água e a energia em mercadorias. A posição do movimento é que apenas com luta e organização entre a população do campo e da cidade os atingidos conseguirão conquistar seus objetivos.

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por RS Urgente
 
Local para onde estava previsto o barramento de Pai Querê

Local para onde estava previsto o barramento de Pai Querê

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indeferiu o pedido de licença prévia para a construção da Hidrelétrica Pai Querê, no rio Pelotas, na divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A área afetada pelo projeto da usina possui profundos vales abrigando fragmentos de Mata Atlântica e araucárias, com dezenas de espécies de fauna e flora ameaçadas. O Relatório do Processo de Licenciamento, do Ibama, aponta que nesta área foram identificadas mais de 70 espécies de faunas integrantes de listas oficiais, com diferentes níveis de ameaça. Além disso, foram registradas 39 espécies ameaçadas de flora, muitas das quais raras ou com baixa abundância.

Segundo parecer do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente, a região em questão é da maior importância para a conservação da biodiversidade nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “Ainda que a paisagem local se apresente fragmentada, essa região abriga grande diversidade faunística e florística, com elevado número de espécies ameaçadas”, diz o Ibama. Além disso, acrescenta, “muitas dessas espécies possuem ocorrências restritas ao Alto Uruguai e são extremamente exigentes quanto ao habitat, merecendo atenção redobrada quanto às estratégias de conservação”.

O Estudo de Impacto Ambiental do projeto da hidrelétrica de Pai Querê concluiu, em 2011, pela viabilidade ambiental do empreendimento. Nos meses de março e abril de 2012, foram realizadas quatro audiências públicas, nos municípios de Lajes, São Joaquim, Bom Jesus e Porto Alegre, para discutir esse EIA-RIMA. O Ibama, em parecer técnico, avaliou que esse estudo havia abordado os principais impactos relacionados aos meios físico e socioeconômico, mas que não apresentava elementos suficientes para atestar a viabilidade ambiental do empreendimento.

O parecer do Ibama contestou os argumentos do EIA-RIMA, assinalando que “não foram conduzidos estudos de uso de habitat, nem coletados dados de densidade ou abundância que pudessem embasar as afirmações do EIA a respeito da inviabilidade das populações de espécies ameaçadas na área”. Além dessas fragilidades, o Ibama apontou ainda que “a cumulatividade de impactos na bacia do rio Uruguai, ocasionada não apenas pelos aproveitamentos hidrelétricos instalados a jusante do AHE Pai Querê, como também pelo histórico de ocupação da bacia por outras atividades, terminou por fragmentar e fragilizar os ecossistemas da região”.

Essa fragmentação, por sua vez, provoca um “alto grau de incerteza quanto à viabilidade das espécies ameaçadas”. Em outras palavras, conclui o Ibama, “não fica afastada a possibilidade de que a implantação do empreendimento venha a acelerar o processo de perda da diversidade biológica.

Região do Passo de Santa Vitória. Rio dos Touros, próximo ao Rio Pelotas

Região do Passo de Santa Vitória. Rio dos Touros, próximo ao Rio Pelotas

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) também se manifestou contrário à emissão da licença prévia para Pai Querê, apontando “carência de informações, inconsistência técnica do EIA-RIMA e presença de impactos significativos no Passo de Santa Vitória”.

Após analisar o Relatório do Processo de Licenciamento, a Comissão de Avaliação e Aprovação de Licenças Ambientais do Ibama aprovou, por unanimidade, o indeferimento do pedido de licença prévia de Pai Querê. O Consórcio Empresarial Pai Querê-Cepaq já foi informado da decisão pelo presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior, que comunicou também a abertura de prazo para um eventual recurso administrativo. O consórcio é composto pelas empresas Votorantim, Alcoa e DME Energética.

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informações da Prefeitura de Porto Mauá
 

Na manhã do dia 11 de abril de 2013, às 10 horas, iniciou em Porto Mauá, junto ao pavilhão da Festa dos Navegantes, às margens do rio Uruguai, seminário sobre barragens, para informar a população sobre o plano de construção das barragens Garabi e Panambi. O evento foi promovido pelo MAB – Movimento de Atingidos por Barragens, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a Diocese de Santo Ângelo, com apoio da Prefeitura Municipal de Porto Mauá.

Mais de mil pessoas estiveram presentes pela manhã, representando municípios como: Alecrim, Crissiumal, Dr. Maurício Cardoso, Garruchos, Itapiranga e Mondaí / SC, Novo Machado, Pirapó, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Porto Xavier, Santa Rosa, Santo Ângelo, São Miguel das Missões, São Nicolau, Vitória das Missões, entre outros.

Estiveram palestrando Gilberto Cervinski, do MAB de São Paulo e o prof. Domingos de Carvalho Villela Júnior, da Fundação Educacional Machado de Assis (FEMA).

Segundo Gilberto, é uma ilusão a geração de empregos que as barragens proporcionarão, pois são empregos temporários, apenas durante a construção, ou seja, em torno de quatro anos, questionou quantos empregos permanentes deixarão de existir após a conclusão das barragens. Que as leis são para proteger os ricos e não para os trabalhadores. Que os valores dos royaties não suprirão a quantia de dinheiro que as áreas alagadas deixarão de produzir, que os municípios receberão apenas em torno de R$ 50.000,00 mensal para compensar as perdas. Que há perseguição aos pescadores, com apreensão de materiais de pesca para que estes desistam desta atividade para não haver a necessidade de indenizações. Que as empresas intimidam os proprietários, dizendo que se não aceitarem a proposta deles que os proprietários devam entrar na justiça para requerer os seus direitos e que a empresa irá efetuar o depósito judicial do valor propositado.

Segundo Domingos, o que menos valem são as pessoas para estes mega investimentos. Que os proprietários deverão sacrificar a produção de sua propriedade em prol do progresso. Questionou por que não existe fomento à produção de energia alternativa. Que nunca deverá aceitar uma negociação individual.

Posteriormente, foram realizados manifestações do público, onde uma pessoa questionou onde estaria o IBAMA nestas horas para proteger a natureza, que as pessoas muitas vezes não conseguem derrubar uma só árvore e nestes empreendimentos são destruídos milhões delas.

À tarde, houve continuidade do seminário, com Informações da Eletrobrás sobre o Plano de Construção das barragens Garabi e Panambi, sendo das 13h30min às 14 horas: formação de mesa com autoridades e representantes de entidades / movimentos sociais do Brasil e Argentina, das 14 às 16 horas: informações de debate sobre o Complexo Binacional Garabi / Panambi, com Gilberto Cervinski – Coordenador Nacional do MAB, Arlete Nunes e Daniela Soares da Eletrobrás, Raul Aramendy – professor da Universidade de Posadas / Argentina, representante da Secretaria Geral da Presidência e representante do Grupo de Trabalho Garabi / Panambi – Governo do Estado do RS, das 16 às 17 horas tribuna livre, e às 17 horas o encerramento.

Pelo período da tarde, mais de 1500 pessoas se fizeram presentes, dentre estes, os prefeitos de Dr. Maurício Cardoso, Novo Machado, Porto Vera Cruz, Porto Mauá e Mondaí – SC. Os deputados federais Elvino Boh Gáss e Dionísio Marcon, e o deputado estadual Jeferson Fernandes.

Raul Aramendy é contrário às obras, pela legislação da Argentina há necessidade da realização de um plebiscito, não se deve tocar no rio Uruguai, informou ainda que um cientista brasileiro declarou que as barragens colaboram com o aquecimento global da terra.

Dionisio Marcon no seu pronunciamento manifestou-se contrário a obras de barragens, como conviveu com a situação de atingido por barragem sabe dos reais problemas que uma obra desta causa à população.

Jeferson Fernandes no seu discurso questionou como fazer política para manter o homem no campo se as barragens expulsam as pessoas do meio rural para as cidades.

Bom Gáss acha que temos diversas alternativas de produzir energia sem destruir a natureza, que o povo precisa saber as informações sobre os empreendimentos e que a sociedade deveria ser ouvida através de plebiscito para saber a opinião do povo.

Lenoir da Rocha, prefeito de Mondaí – SC, manifestou contrariedade às obras, relatou as experiências presenciadas em locais onde houve construções de barragens, por isso se deslocou de Santa Catarina para alertar a população sobre os problemas ambientais e sócias causados pelas barragens, que não existe progresso / desenvolvimento nos municípios pós-barragens.

O prefeito de Porto Mauá, Guerino Pedro Pisoni, destacou a importância da união da população em torno a esta questão e da necessidade de buscar informações consistentes que contribuem para o conhecimento e a formação de opinião que produzem um debate de qualidade, pois todos são responsáveis.

Um representante indígena de São Miguel das Missões resaltou que os índios também sofrem com estas obras, com as ações dos governos, que nunca são consultados para nada e nem são indenizados, que eles também querem participar, que estão juntos na luta contra as barragens e que são contrários a destruição da natureza.

Após os discursos, houve espaço para o debate, onde a população presente teve oportunidade de esclarecer dúvidas relacionadas a construção das barragens, dúvidas estas esclarecidas pela representante Arlete da Eletrobrás. Não soube informar se há indenização para os pescadores e não respondeu se o IBAMA já impediu alguma obra de barragem.

Para finalizar, o MAB propôs um desafio, de realizar plebiscito popular para ver se o povo quer ou não a execução destas obras, solicitou também a participação da população regional no Encontro Nacional do MAB, que acontece nos dias 3 a 7 de junho de 2013, em São Paulo.

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Barragens também prejudicariam vida no rio Uruguai

por Correio do Povo

Brasil e Argentina se articulam para a construção do projeto binacional Complexo Garabi

Salto do Yucumã, o Grande Roncador

A construção de hidrelétricas ao longo do rio Uruguai está mudando a vida às margens do manancial. Segundo o professor do departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Brack, um estudo da Unipampa levanta a impossibilidade de o rio sustentar, do ponto de vista ambiental, todas as hidrelétricas planejadas. Além disso, ele contesta a capacidade de geração de energia do Uruguai. “O caudal de água para geração já não é tanto assim. Nestes verões, pelo segundo ano, as hidrelétricas de Foz de Chapecó, Itá, Machadinho e Barra Grande ficaram com seus reservatórios em níveis críticos, durante várias semanas, sem gerar um MW de energia”, argumentou.

O pescador profissional Walmor Machado Pereira, que reside há 25 anos na localidade de Remanso, no município de Barra do Guarita, afirma que o rio mudou muito de uns 10 anos para cá e que não dá para pescar de forma tranquila. “De repente a água sobe muito, mesmo que não tenha chovido, e leva embora as redes.” Segundo ele, as margens do rio estão desaparecendo. “Isso aqui é minha vida, mas a situação mudou muito e os moradores em geral estão descontentes.” Outros pescadores que conversaram com a reportagem do Correio do Povo, mas não quiseram se identificar, mostram grande revolta com a situação. “Onde estão as autoridades que nada fazem para reverter essa situação?”, indaga um morador que há 40 anos vive na margem do Uruguai.

Outra questão levantada pela população e autoridades da região é a possibilidade de prejuízos ao Salto do Yucumã, localizado no Parque do Turvo, em Derrubadas. Considerado o maior salto d’água longitudinal do mundo, a queda tem 1,8 quilômetro. Em maio de 2011, em audiência pública em Santo Ângelo, o superintendente de Geração da Eletrobras, Sidney Lago, explicou o histórico do projeto e o Estudo do Inventário do rio Uruguai no Trecho Compartilhado com Argentina e Brasil. Na ocasião, ele garantiu que o Salto de Yucumã será preservado. Porém, representantes da região afirmam que a construção de hidrelétricas já afeta o Parque do Turvo e a queda d’água. “A construção de megaempreendimentos hidrelétricos no rio Uruguai está afetando o meio ambiente e coloca em risco a beleza e a vida do Salto de Yucumã”, diz o presidente do Consórcio Municipal de Turismo Rota do Yucumã e também prefeito de Derrubadas, Almir Bagega. Ele afirma que já há mudança significativa no rio, a partir do funcionamento das hidrelétricas instaladas. O prefeito disse que ocorre a retenção de água nos reservatórios das usinas e, quando menos se espera, as comportas são abertas, o que alteraria a vida do rio, prejudicando o meio ambiente e a sobrevivência dos pescadores.

Segundo o prefeito, neste período de pouca chuva, os turistas chegam para apreciar a queda de água. “No entanto, percebemos que o nível do rio fica elevado, em razão da abertura sem controle das comportas.” Bagega ressalta que os 33 prefeitos de municípios que fazem parte do Consórcio Rota do Yucumã são a favor da geração de energia, mas não admitem destruir matas e rios de forma indiscriminada. “Parece que o poder econômico fala mais alto e não se leva em conta o meio ambiente e os milhares de moradores que vivem nas margens do rio, locais onde construíram sua história.”

Conforme o professor Brack, que também é membro do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá), com a hidrelétrica Panambi prevê-se a perda de mais de 1,7 mil hectares de floresta do Parque Estadual do Turvo. “No que toca ao rio, o desastre seria talvez maior ainda, pois o ecossistema lótico (de cursos d’água) com corredeiras — neste caso com ênfase ao Salto do Yucumã — sumiria, levando para sempre a presença das reduzidas populações remanescentes de peixes como dourado, surubim e grumatã, os quais necessitam das corredeiras para sua piracema.” Brack explica que as águas semi-paradas também são propícias a invasões biológicas (mexilhão-dourado, bagre-africano, etc) e disseminação de doenças por mosquitos e caracóis (febre-amarela, leishmaniose, doença-de-Chagas, etc). A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Casa Civil do Estado não se manifestaram até o fechamento desta edição sobre a posição do governo do Estado em relação às hidrelétricas e barragens.

Movimento dos Atingidos por Barragens teme impactos de usina

Uma representação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) atua no município de Porto Mauá buscando conscientizar a população sobre as consequências da construção das barragens. Os dois maiores envolvidos são a empresária Loni Elisa Dei Ricardi e o músico Alir Valentim da Rocha, que realizam cursos de formação de lideranças para sensibilizar os moradores das localidades atingidas.

Eles temem que grandes festas regionais como a de Nossa Senhora dos Navegantes, o Festival do Cascudo e a Expomauá sejam descaracterizadas com um novo cenário construído após a instalação da hidrelétrica Panambi, no rio Uruguai. Na avaliação deles, os balneários que abrigam centenas de turistas no verão e a Trilha Ecológica de Três Bocas — que existe desde 1998 e já foi premiada em nível nacional como projeto turístico — correriam risco de desaparecer.

O Movimento dos Atingidos por Barragens em Porto Mauá questiona a legislação, pois, de acordo com o movimento, a mesma lei que proíbe a pesca dos habitantes do local, a plantação de lavouras e a construção de residências em área de preservação permanente permite a destruição destas áreas e a morte de dezenas de espécies de animais e plantas com um único projeto.

Loni entende que não se pode expulsar as pessoas de suas moradias e terras pelo “chamado desenvolvimento”. Ela destaca que a construção da barragem Panambi deverá trazer também impactos ao comércio, ao clima e à saúde da população local. “Tem moradores que já sofrem com depressão, pois não sabem o que será do futuro de suas residências”, conta a empresária.

Nascida em Porto Mauá, Loni possui uma agência de turismo na cidade. No local, distribui fôlderes e informativos contra as barragens, alguns produzidos pelo MAB Brasil. “Tem pessoas que dizem que minha empresa teria ainda mais sucesso com a barragem, intensificando o turismo. Porém, minha preocupação é com a natureza, com o povo de Porto Mauá e a nossa história”, ressalta a moradora.

Com informações dos repórteres Agostinho Piovesan, Felipe Dorneles e Maria Dal Canton Piovesan

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Complexo hidrelétrico Garabi-Panambi (~73mil ha) pode alagar uma área maior que a hidrelétrica de Belo Monte (~51mil ha) no noroeste do RS! Se forem construídas, 63mil ha (86% da área) de vegetação nativa podem desaparecer!

por Correio do Povo

Devem começar neste mês os estudos de viabilidade para a construção das usinas hidrelétricas Garabi e Panambi, no Noroeste do Estado. As estruturas, que fazem parte de um projeto entre Brasil e Argentina, devem ter capacidade instalada somada de 2.200 MW e desalojar 12,6 mil pessoas.

Se implantadas, as barragens no rio Uruguai alagarão uma área de 73,2 mil hectares. Segundo o Estudo de Inventário do Rio Uruguai no Trecho Compartilhado entre Argentina e Brasil, realizado pelas empresas estatais Ebisa (Argentina) e Eletrobras (Brasil), o barramento de Garabi ficaria no km 863 do rio Uruguai, a cerca de 6 quilômetros a jusante (rio abaixo) dos municípios de Garruchos, que têm mesmo nome tanto no Brasil quanto na Argentina.

A estrutura alagaria as localidades de Garruchos e também Azara, San Javier e Itacaruaré, na Argentina, e Porto Xavier, no Brasil. Estima-se que a população urbana a ser desalojada é de cerca de 2,1 mil pessoas e a rural, 3,8 mil. Além de afetar vias pavimentadas, prejudicará a atividade pecuária, o cultivo de erva-mate, soja, arroz e áreas florestadas. Já a barragem de Panambi ficaria no km 1.016 do rio Uruguai, a aproximadamente 10 quilômetros a montante (rio acima) dos municípios de Panambi (Argentina) e Porto Vera Cruz (Brasil). A usina inundará as cidades de Alba Posse e Porto Mauá. Cerca de 1,3 mil pessoas devem ser atingidas na área urbana e 5,4 mil, na rural.

Os contratos para os estudos e projetos de engenharia, estudos ambientais e plano de comunicação foram assinados em dezembro por representantes do consórcio formado pelas empresas Consular, Engevix, Grupo Consultor Mesopotamico, Iatasa, Intertechne e Latinoconsult.

Uma Porto Alegre e meia alagada

Os técnicos da Ebisa e da Eletrobras estimam que as novas usinas tragam custo ambiental direto de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, conforme informado no Estudo de Inventário do Rio Uruguai no Trecho Compartilhado entre Argentina e Brasil.  As barragens alagarão 73,2 mil hectares, área equivalente a cerca de uma Porto Alegre e meia.

Na Garabi, da vegetação nativa serão afetados 44 mil hectares (ha), incluindo o alagamento de áreas do Parque Ruta Costera do Rio Uruguay, da Reserva Privada Santa Rosa, na Argentina, além das Áreas de Importancia para la Conservación de las Aves C. Martires Barra S. María, Azara e Barra Concepción.  Do lado brasileiro serão inundados trechos das margens dos rios Uruguai e Ijuí. Já a barragem Panambi alagará 19 mil ha de vegetação nativa. No caso das Unidades de Conservação, o impacto sobre o Parque Estadual do Turvo será de 60 ha; e sobre a Reserva de Biosfera Yabotí (Argentina), 34 ha.

Outros impactos decorrentes da transformação permanente dos ambientes e como eles afetarão os ecossistemas das unidades de conservação ainda requerem estudos específicos. Conforme o professor do departamento de Botânica da Ufrgs Paulo Brack, milhares de hectares de florestas, campos nativos e áreas agrícolas serão destruídos. “Trata-se do principal enclave da Mata Atlântica de interior, com elementos originários também do Sul da Amazônia”, destaca, lembrando que a área abarca mais de 1,5 mil espécies.

Com informações dos repórteres Agostinho Piovesan, Felipe Dorneles e Maria Dal Canton Piovesan

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de Rádio Tapejara

Devido à falta de chuva, a usina hidrelétrica Machadinho teve de suspender a geração de energia na tarde de terça-feira. A paralisação foi determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A falta de chuva significativa nas duas últimas semanas reduziu os reservatórios das hidrelétricas no norte do Estado. Segundo o gerente da usina, Elinton Chiaradia, o lago de Machadinho está com 20% da capacidade e 11,5 metros abaixo do nível máximo. Quando atinge a marca de 15 metros, a geração precisa ser paralisada.

– Vínhamos gerando (energia) com 70% da capacidade e, como continuou a baixar o nível do lago, o ONS tomou a medida de forma preventiva – afirma Chiaradia.

Com capacidade total de geração de 1.140 megawatts (MW), a usina deve permanecer com as turbinas paradas até o reservatório recuperar o nível necessário para operar. Cerca de 120 mil litros de água são liberados por segundo para garantir a normalidade do leito do Rio Pelotas.

A hidrelétrica Itá, que fica abaixo de Machadinho, também reduziu a operação à força mínima, de 200 MW. Apesar de estar com 57% do volume útil do reservatório, a usina tenta preservar água para o verão.

– As previsões são de pouca chuva. É preciso poupar para o período de maior necessidade – diz Chiaradia.

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de Misiones Online

Mediante un comunicado oficial, la empresa estatal brasileña de energía Electrobrás, difundió el cronograma de trabajo para el proyecto binacional. Si los resultados de los estudios lo permiten, la licitación de la obra se haría en 2015. El primer trimestre de 2013 comenzarán los estudios que determinarán si es factible construir las centrales de Garabí y Panambí.

A través de un comunicado oficial, la eléctrica federal brasileña Electrobrás confirmó que recién el primer trimestre del año próximo comenzarán los estudios técnicos que determinarán la factibilidad del proyecto para construir centrales hidroeléctricas en Garabí y Panambí.

Según el comunicado, se definió un cronograma de trabajo en una reunión binacional de la que participaron, por Brasil, el superintendente de Generación de la Eletrobras, Sidney do Lago y el  secretario de Planeamiento e Desarrollo Energético del Ministerio de Minas y Energía, Altino Ventura Filho y por Argentina, entre otras autoridades, el presidente de la delegación argentina en la Comisión Técnica Mixta, Oscar Thomas y el presidente de Ebisa, Edgardo Lluravel.

“La expectativa es que el contrato se firme en diciembre y que se inicie un estudio de viabilidad en el primer trimestre del 2013”, informó Eletrobras.

De acuerdo con la firma brasileña, los estudios contemplarán los informes de impacto ambiental y de comunicación social necesarios para avanzar en el proyecto.

El cronograma acordado prevé que en 2015, siempre y cuando los   resultados de los estudios de viabilidad así lo avalen, se lleve adelante la licitación para las obras principales.

Siempre según el cronograma, los trabajos para montar las centrales comenzarían el 2016 y finalizarían cuatro años después, lo que permitiría que las hidroeléctricas estén operativas en 2020.

El complejo Garabí-Panambí se construirá entre el estado sureño de Río Grande do Sul en Brasil y las provincias de Misiones Corrientes y consistirá en dos represas de 1GW, Garabí y Panambí.

La inversión total en el proyecto debiera llegar a 4.800 millones de dólares, y el financiamiento lo aportarán los gobiernos y el BID.

Estiman que la obra va a generar cerca de 7.500 puestos de trabajo directos, tanto en para la obra central como en las reformas y mejoras que se lleven adelante en las ciudades ribereñas afectadas, trabajos que estarán incluidos como obras complementarias.

El proyecto original preveía una sola central en Garabí, lo que implicaba inundar casi 3.000 kilómetros cuadrados, luego se cambió el proyecto por que incluye dos centrales más pequeñas, una en Garabí y la otra en Panambí, lo que reduce la superficie inundable a alrededor de 740 kilómetros cuadrados.

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